Folha de São Paulo destaca invasão ao Grupo Jaime Câmara
Jornal falou também sobre os protestos feitos pelo MST e CUT no Espírito Santo e Paraná
O jornal Folha de São Paulo repercutiu na edição de hoje (9), ainvasão do Movimento Sem Terra (MST) na noite de terça-feira (8), a sede do Grupo Jaime Câmara, que abriga veículos como TV Anhanguera, os jornais O Popular e Jornal Daqui, e as rádios CBN e Executiva.
O veículo destacou os protestos feitos pelo MST e também pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Goiás, Espírito Santo e Paraná.
O grupo, formado por cerca de 70 pessoas, estavam em sua maioria com o rosto coberto, picharam paredes da empresa e gritavam em coro "o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo".
Os manifestantes ficaram na sede do GJC por cerca de 30 minutos e impediram a entrada e saída de funcionários. Eles só foram embora com a chegada da Polícia Militar (PM). Tudo sem confronto.
A reportagem ainda relatou, que os mesmos manifestantes também ocuparam o prédio da Secretaria de Estado da Fazenda, mas com o objetivo da "defesa da natureza, alimentação saudável e contra os transgênicos, entre outras bandeiras".
Segundo o jornal, em Vitória (ES), os manifestantes ocuparam o Palácio Anchieta, sede do governo do Espírito Santo. O protesto também contou com a participação do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).
Nesse caso, o protesto denunciou o fechamento de escolas públicas e acusou o governador Paulo Hartung (PMDB), de se negar a receber movimentos.
A ala feminina dos movimentos manifestou pelas ruas de Vitória pelo fim da violência contra a mulher.
À Folha, Gilmar Mauro, da coordenação nacional do MST, informou que os atos em Goiás e no Espírito Santo foram deliberados pelas mulheres do movimento, como parte da jornada nacional do Dia das Mulheres. "Os atos foram contra o agronegócio, o uso de veneno na agricultura, em defesa da reforma agrária e contra a possibilidade de golpe", disse Gilmar.
A TV Globo chamou o episódio de "uma tentativa de intimidação ao trabalho da imprensa" e disse que "toda intimidação é uma tentativa de censura, uma afronta aos princípios constitucionais".
Em nota, a emissora afirmou ainda que "continuará fazendo o seu trabalho como sempre fez, com alto nível de profissionalismo".
Já a Associação Nacional de Jornais (ANJ) disse condenar com veemência a invasão e chamou a ocupação de "ato criminoso próprio de grupos extremistas, incapazes de conviver em ambiente democrático".
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Reprodução
Capa do jornal Folha de São Paulo com destaque para a invasão na sede do GJC
Fonte: opopular