Menino se desespera ao ser separado da mãe pela Justiça
Vídeo do momento em que mãe e filho são separados comove internautas
Um filho sendo separado, pela Justiça, da mãe e devolvido ao pai, que supostamente agredia a criança e a ex-mulher, tem comovido os internautas. Na gravação, o menino de seis anos chora, implora ajuda, diz que não quer largar a mãe de novo e pede a Deus para não voltar a morar com o pai. Tudo isso aconteceu na noite de quarta-feira (27), após cinco horas de audiência no Fórum do Riacho Fundo I (DF), onde a mãe do garoto mora.
Rosilene Batista Silva se separou do pai da criança em 2011, após cerca de um ano de relacionamento. O fim do matrimônio aconteceu devido às agressões físicas e psicológicas. Três meses depois, ela denunciou o então marido à polícia e cedeu a guarda do filho ao pai após ele ameaçar ela e os familiares. De acordo com Rosilene, ela ficou dois anos sem poder ver o filho.
A tia do menino e ex-cunhada da mulher avisou Rosilene, em setembro de 2015, que o menino sofria maus tratos do pai e da madrasta. Ela acionou o Conselho Tutelar de Capivari, explicou o que acontecia e pediu que fossem a casa do ex-marido constatar o que ocorria, porém, segundo Rosilene, horas depois o homem ligou e ameaçou matar o filho se ela acionasse a justiça.
A mãe então decidiu procurar a Defensoria Pública do Distrito Federal, que a aconselhou ir até Capivari ver como estava a criança. De acordo com Rosilene, ela não reconheceu o filho, que estava triste, abatido, mais magro, chorando, xingando e mordendo as pessoas quando era contrariado. Ele teria pedido para ficar com ela e a mãe, sem consultar o pai, resolveu levar o menino para a casa dela.
Já no DF, a criança foi ouvida pelo Conselho Tutelar e Rosilene pediu a guarda provisória na Defensoria Pública, que foi concedida no mesmo mês. Conforme o laudo do Conselho Tutelar, o menino relatou as agressões físicas que sofria e ainda disse que não queria voltar a morar com o pai e a madrasta. Uma assistente social do Ministério Público disse que a criança se referia ao pai como alguém de quem tivesse medo.
Na análise do MP-DF, o garoto não estava em situação de risco na companhia da mãe, dos familiares e amigos. No entanto, as opiniões dos conselhos tutelares de Capivari e do Riacho Fundo eram diferentes. No DF, foi dito que o menino sofria maus tratos e queria permanecer na cidade com a mãe. Já na cidade paulista, a conselheira afirmou não ter indícios de agressões por parte do pai.
O pai entrou com pedido de busca e apreensão para ter o filho morando com ele em Capivari e o juiz Edmar Ramiro Correia decidiu devolver a guarda ao pai. A tia do menino, Sarah Almada contou que Rosilene precisou de atendimento médico depois de ouvir a decisão. Ela filmou a reação da criança, e internautas criaram uma página pedindo ajuda ao garoto.
O Defensor Público do DF, do Núcleo do Riacho Fundo I, Leandro Nascimento, disse que vai tentar reverter a decisão no Tribunal de Justiça do DF. O TJ e o MP disseram que não vão se manifestar a respeito.
fonte: opopular