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Moiporá: Vereadores cobram explicações sobre calçada feita pelo irmão da presidente da Câmara

30 de outubro de 2015

Moiporá: Vereadores cobram explicações sobre calçada feita pelo irmão da presidente da Câmara

Durante a realização da sessão ordinária da Câmara Municipal de Moiporá, ocorrida no último dia 14, os vereadores Cleone Alves Ferreira (E) e Brenio de Oliveira de Barbosa (D), cobraram da presidente da Casa, Silva Maria de Jesus, explicações sobre a obra de calçamento de um estacionamento construído na porta da Câmara Municipal. A suspeita dos dois é que houve superfaturamento e favorecimento.

“Como explicar, numa calçada tão pequena consumir 64 sacos de cimento? Sem contar que ela fez vários orçamentos para comprar 40 sacos, que já era muito. Onde foi parar esse cimento? A população tem o direito de saber. Esse é o meu papel, o de fiscalizar as ações do Executivo, mas também as do Legislativo. Disso não abro mão. A presidente tem a obrigação de responder aos nossos questionamentos”, disse Cleone.

“Não bastasse essa quantidade vergonhosa de cimento, ainda tem a questão da mão de obra. De uma forma descarada, a presidente, Dona Silva, dá mostra de que usou o seu cargo para beneficiar um parente dela. Como explicar o fato de uma empresa ser contratada para realizar o serviço, mas quem faz é o irmão da presidente? Isso é brincar com o dinheiro do povo em benefício pessoal”, frisa o vereador Brenio.

Ao todo a obra custou aos cofres da Câmara Municipal R$ 7.528,00 sendo R$ 5 mil destinados à mão de obra e R$ 2.528,00 ao material gasto, incluindo o cimento. De acordo com os vereadores, a tomada de preços do material foi feita, mas sobre a mão de obra eles acreditam que não. A empresa SP Construtora foi contratada através do Contrato nº 005/2015,mas de acordo com os vereadores, quem fez a obra foi o irmão da presidente‹

Os vereadores reclamam também que a presidente da Câmara não permite que eles tenham acesso aos documentos da Casa. Eles contam que já tentaram pegar o Processo relacionado à contratação da referida obra, mas não conseguiram. “Para termos acosso a qualquer documento é preciso fazer um ofício e aguardar até 15 dias para ela nos atender. Agora, como é que vamos trabalhar sem poder acessar documentos?”, questiona Cleone.

Á convite do Jornal A Voz do Povo os dois vereadores aceitaram falar sobre o assunto, inclusive apresentaram provas do que apontam como suspeitas graves. Eles deverão acionar o Ministério Público para averiguar a lisura dos procedimentos relacionados à referida obra.

A vereadora e presidente da Câmara Municipal, Silva Maria de Jesus, foi procurada por esta reportagem para falar sobre os questionamentos dos dois vereadores, mas ela, em contato por telefone, preferiu não comentar o assunto.

Por: Edivaldo do Jornal

fonte: avozdopovo.com.br