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Moradores protestam contra construção de edifícios em Pirenópolis

03 de dezembro de 2015

Moradores protestam contra construção de edifícios em Pirenópolis

Serão 262 apartamentos em uma área de 60 mil metros quadrados

Moradores de Pirenópolis criaram um perfil no Facebook "Pirisemtimeshare" e um abaixo-assinado na internet, contra a construção de edifícios voltados para a moradia e turismo na cidade. As vendas dos condomínios Estrada Parque dos Pirineus e Quinta Santa Bárbara começam em 2016. Serão 262 apartamentos em uma área de 60 mil metros quadrados, sendo que um dos prédios, será feito em 4,5 mil área tombada.

A cidade é tombada como Patrimônio Histórico Nacional e pertence à APA (Área de Proteção Ambiental) dos Pireneus. Os manifestantes alegam, que essas construções na cidade com mais de 280 anos, causam impactos socioambientais e culturais, já que destoam da paisagem de casas antigas e as obras serão próximas de nascentes e lagos.

No Facebook, os contrários ao projeto dizem que essa ação deve levar o destino turístico à decadência. "Como os apartamentos possuem estrutura de cozinha e outras facilidades internas, a estada destes "usuários proprietários" não gera renda para a cidade, pois eles não pagam pela hospedagem, não utilizam restaurantes e outros serviços ofertados no destino. Ou seja, usufruem dos recursos naturais e da infraestrutura. Deixam lixo, esgoto e barulho. Não movimentam a economia local, além de não ter nenhum interesse e respeito pelas tradições locais, descaracterizando a cidade" desabafa uma das pessoas contra os empreendimentos.

Ainda questionam a geração de empregos. "Trazem mão de obra especializada de fora para os melhores cargos e levam pequenos empreendimentos familiares à falência, devido ao excesso de oferta".

Moradores também falam que Pirenópolis já sofre com problemas estruturais. "Tende a piorar com a falta de água, energia, coleta de lixo deficiente, trânsito caótico, falta de saneamento básico, aumento da criminalidade. Precisamos de um plano de desenvolvimento sustentável e não de um crescimento desordenado".

Negócio
O empreendimento é fruto da união de Maurício Lobo, dono da Pousada Quinta de Santa Bárbara e a B3 Incorporadora e Construtora. O prédio da pousada será transformado em um café cultural.

A prefeitura liberou os alvarás e a responsável pelo projeto arquitetônico é Juliana Mesquita, que informou ter cumprido todos os trâmites legais para viabilizar as obras.

Iphan
O Iphan disse que o processo teve que ser alterado para ser regulamentado. O anterior previa um prédio com taxa de ocupação de 30% do terreno, porém, o órgão limita a 10% a área construída.

Fonte: opopular.com.br