Moradores protestam contra construção de edifícios em Pirenópolis
Serão 262 apartamentos em uma área de 60 mil metros quadrados
Moradores de Pirenópolis criaram um perfil no Facebook "Pirisemtimeshare" e um abaixo-assinado na internet, contra a construção de edifícios voltados para a moradia e turismo na cidade. As vendas dos condomínios Estrada Parque dos Pirineus e Quinta Santa Bárbara começam em 2016. Serão 262 apartamentos em uma área de 60 mil metros quadrados, sendo que um dos prédios, será feito em 4,5 mil área tombada.
A cidade é tombada como Patrimônio Histórico Nacional e pertence à APA (Área de Proteção Ambiental) dos Pireneus. Os manifestantes alegam, que essas construções na cidade com mais de 280 anos, causam impactos socioambientais e culturais, já que destoam da paisagem de casas antigas e as obras serão próximas de nascentes e lagos.
No Facebook, os contrários ao projeto dizem que essa ação deve levar o destino turístico à decadência. "Como os apartamentos possuem estrutura de cozinha e outras facilidades internas, a estada destes "usuários proprietários" não gera renda para a cidade, pois eles não pagam pela hospedagem, não utilizam restaurantes e outros serviços ofertados no destino. Ou seja, usufruem dos recursos naturais e da infraestrutura. Deixam lixo, esgoto e barulho. Não movimentam a economia local, além de não ter nenhum interesse e respeito pelas tradições locais, descaracterizando a cidade" desabafa uma das pessoas contra os empreendimentos.
Ainda questionam a geração de empregos. "Trazem mão de obra especializada de fora para os melhores cargos e levam pequenos empreendimentos familiares à falência, devido ao excesso de oferta".
Moradores também falam que Pirenópolis já sofre com problemas estruturais. "Tende a piorar com a falta de água, energia, coleta de lixo deficiente, trânsito caótico, falta de saneamento básico, aumento da criminalidade. Precisamos de um plano de desenvolvimento sustentável e não de um crescimento desordenado".
Negócio
O empreendimento é fruto da união de Maurício Lobo, dono da Pousada Quinta de Santa Bárbara e a B3 Incorporadora e Construtora. O prédio da pousada será transformado em um café cultural.
A prefeitura liberou os alvarás e a responsável pelo projeto arquitetônico é Juliana Mesquita, que informou ter cumprido todos os trâmites legais para viabilizar as obras.
Iphan
O Iphan disse que o processo teve que ser alterado para ser regulamentado. O anterior previa um prédio com taxa de ocupação de 30% do terreno, porém, o órgão limita a 10% a área construída.
Fonte: opopular.com.br