A Promotoria de Justiça de Limeira (SP) denunciou, nesta terça-feira (7), quatro pessoas por envolvimento na morte da jovem de 21 anos, arremessada sem corda da ponte do esqueleto durante um salto de rope jump. Na denúncia, o Ministério Público (MP) defende que os responsáveis pelo salto sabiam dos riscos da atividade e não tomaram as precauções necessárias.
Três homens poderão responder por homicídio com dolo eventual (quando não têm intenção, mas assume o risco de matar), qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A quarta denunciada foi apontada pela prática do mesmo crime, mas por omissão imprópria, já que deveria garantir a segurança dos participantes.
Como a quarta acusada tentou eliminar o vídeo gravado pela câmera de ação que estava com a vítima no momento, considerado uma prova para a investigação, também é acusada de fraude processual.
Os responsáveis por levar o caso ao Judiciário são os promotores de Justiça Mário Robim da Silva Júnior, Michelli Musse Jacob, João Guilherme Salve, Matheus Bulgarelli de Freitas Guimarães, Renato Fanin e André Camilo Castro Jardim.
Investigação
De acordo com as investigações, a empresa denunciada promovia saltos para cerca de 80 a 100 participantes por dia, sem a estrutura formal e sem observar protocolos básicos de segurança.
A jovem morreu após ser lançada de 40 metros de altura sem cordas no dia 13 de junho, no viaduto ferroviário desativado conhecido como Ponte do Esqueleto, em uma modalidade de salto conhecida como “aviãozinho”, em que os funcionários erguem a pessoa e a arremessam para a queda.
Porém, a corda que deveria parar a queda da jovem não foi colocada pelos acusados, fazendo com que ela chegasse ao chão e morresse em decorrência de múltiplas lesões graves em todo o corpo.
*matéria em atualização.