Volkswagen do Brasil fará recall de 17 mil veículos do modelo Amarok
Carros terão o antigo software substituído por um novo que está em desenvolvimento pela matriz da empresa na Alemanha
O diretor de Assuntos Governamentais da Volkswagen do Brasil, Antônio Mengale, disse nessa quarta-feira (28), em Brasília, que a empresa vai fazer, no início de 2016, orecalldos 17.057 veículos do modelo Amarok que estão rodando no país com umsoftwareque altera os resultados de teste de emissões de gases poluentes. Os carros terão o antigosoftwaresubstituído por um novo que está em desenvolvimento pela matriz da empresa na Alemanha, com o apoio de instituições internacionais e universidades.
O escândalo da manipulação das emissões dos gases poluentes começou com uma acusação da Agência de Proteção do Meio Ambiente (EPA), dos Estados Unidos. No mês passado, a EPA fez a denúncia de que uma família de motores a diesel da Volkswagen apresentava umsoftwareque fraudava testes em laboratório. Desde então, verificou-se que o equipamento foi implantado em mais de 11 milhões de veículos em todo o mundo.
Megale detalhou o funcionamento do sistema. “Osoftwaretem uma grande complexidade. Ele identifica que a condição daquele momento é de teste e faz uma regulagem do motor, que emite menos poluentes nessas condições. Na condição de rodagem, osoftwaremodifica o funcionamento do motor e privilegia a performance do veículo”, explicou.
O executivo destacou que a utilização do carro com osoftwarenão apresenta nenhuma “dificuldade”, e que osoftwarenão interfere na segurança e no desempenho do carro. “Mesmo assim, faremos orecallassim que osoftwareestiver pronto”, afirmou.
Segundo Antônio Mengale, a notícia da fraude foi recebida com surpresa pela Volkswagen do Brasil, e que o primeiro passo foi verificar se os carros brasileiros que usam esse tipo de motor também tinham osoftware. “O levantamento que fizemos mostrou que sim, o Brasil tem uma parte dos veículos que estão com essesoftwareinstalado. São veículos do ano/modelo 2011 e 2012”, esclareceu. Segundo ele, os veículos produzidos a partir de 2013 não têm osoftware. Mengale também ressaltou que nenhum dos veículos a gasolina produzidos pela empresa no país têm essesoftware.
Segundo ele, o esforço da empresa agora é descobrir se os resultados reais dos testes de emissões de gases nos carros fraudados estão ou não fora dos limites estabelecidos pela legislação nacional. Disse, ainda, que a Volkswagen vai arcar com as possíveis consequências da fraude, como possíveis multas. “Mesmo ele alterando o resultado dos testes, precisamos checar se o veículo está ou não em conformidade com a lei brasileira. Mas independentemente da reposta, nós substituiremos osoftwareantigo pelo novo que está em desenvolvimento”, disse.
As informações são da Agência Brasil.